

No universo das clínicas médicas, poucos termos causam tanto desconforto quanto a palavra glosa. Ao longo das minhas consultorias e vivência no setor, percebi que muitos gestores ainda têm dúvidas profundas sobre o real impacto dessa prática nos resultados financeiros. Neste artigo, quero explicar de forma direta como esse fenômeno afeta a rotina das clínicas, seus principais tipos, os erros mais frequentes, e, principalmente, como evitar prejuízos desnecessários. Tenho certeza de que, ao final da leitura, será possível enxergar os caminhos para reduzir as recusas e garantir uma receita mais segura.
Glosa, no contexto da saúde, significa o não pagamento ou corte parcial de valores de procedimentos e atendimentos por parte de convênios, planos de saúde ou órgãos públicos. É como se, no momento do acerto, parte do trabalho documentado e realizado fosse desconsiderado. Isso compromete o fluxo de caixa das clínicas e pode gerar incertezas para manter salários, infraestrutura e investimentos.
De acordo com um estudo da Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, analisando mais de 921 itens glosados, 91% das recusas vieram de questões administrativas. Ou seja: muita coisa se perde antes mesmo de considerarmos dúvidas técnicas.
Quais sãoEntender as diferentes formas com que uma cobrança pode ser recusada faz toda a diferença para a prevenção. Separei aqui os tipos mais comuns que encontro em clínicas parceiras ou quando atuo junto da AJMED:
Essa classificação me ajuda, no dia a dia, a identificar rapidamente onde está o problema para iniciar ações corretivas ou preventivas.
Toda clínica deseja ver a recepção cheia, os médicos atuando e a agenda funcionando. Porém, se algo falha no processo de faturamento ou registro, é nesse ponto que parte do faturamento escorre pelo ralo. O que observo frequentemente?
Segundo os dados que citei acima, cerca de 75% das recusas poderiam ser evitadas com controles mais rígidos. Não são poucos os casos!
Já participei de processos de reestruturação administrativa que mudaram completamente o cenário de uma clínica. Sempre defendo que é possível reduzir ao mínimo as recusas com uma série de atitudes práticas e acessíveis. Vejamos:
O uso de sistemas digitais, que fazem a interface com convênios e auxiliam na padronização de entradas, é fundamental. Ao acompanhar blogs especializados, como o AJMED traz —, busco sempre novas dicas para trazer à prática do setor.
Falha na rotina significa dinheiro parado.
Muitos gestores enxergam a contabilidade apenas pela ótica fiscal, mas, para mim, o contador é um verdadeiro aliado estratégico. Uma clínica pode, e deve, contar com profissionais que conhecem regras setoriais e, principalmente, podem analisar periodicamente relatórios de recusas. A contabilidade especializada, como a que ajudo a construir na AJMED, faz diferença quando se busca recuperar valores, propor recursos administrativos e estabelecer indicadores para melhorar processos, especialmente nestas áreas:
Para quem quiser se aprofundar, recomendo ler artigos como este sobre o monitoramento de receitas na saúde.
Eu já acompanhei processos em que clínicas recuperaram até 30% dos valores recusados simplesmente ajustando documentação e embasando melhor o recurso. O segredo está em não desistir logo na primeira notificação. Sempre sugiro:
Fazendo tudo isso com disciplina, os índices de perdas reduzem. Se quiser pesquisar outros exemplos de processos otimizados, recomendo buscar no sistema de busca no site da AJMED, onde arquivos de casos ajudam a aprender com a experiência alheia.
Manter um olhar atento, semana após semana. É esse cuidado que separa clínicas que prosperam das que perdem previsão financeira. Veja algumas estratégias que aplico, inclusive na minha própria rotina:
Se sua clínica está passando por esse desafio, sugiro conhecer o trabalho da nossa equipe, aqui na AJMED. Temos o propósito de apoiar quem quer cuidar de pessoas sem perder energia com a burocracia.
Se eu pudesse resumir em poucas palavras a mensagem deste artigo, diria: Cuidar bem do processo de atendimento e faturamento é a melhor forma de garantir receita saudável para clínicas médicas. A glosa é um obstáculo importante, mas não um problema sem solução. Com conhecimento, tecnologia, equipe atenta e uma assessoria contábil direcionada ao setor de saúde, como fazemos na AJMED, as chances de prejuízos caem drasticamente.
Se você deseja um olhar atento sobre seus processos e quer blindar sua clínica contra prejuízos por falhas administrativas ou documentais, recomendo conhecer de perto as soluções da AJMED. Afinal, menos burocracia é sinônimo de mais tranquilidade e tempo para o que realmente importa: o cuidado do paciente.
Glosa é a recusa parcial ou total de pagamento de procedimentos realizados pela clínica, geralmente por questões administrativas, técnicas, documentais ou contratuais identificadas pelo convênio.
Padronizando documentação, verificando a necessidade de autorizações prévias, revisando preenchimento de dados, treinando constantemente a equipe e utilizando sistemas de gestão confiáveis.
Erros na digitação de códigos, ausência de documentos obrigatórios, registros incompletos no prontuário, divergências cadastrais e falta de atualização sobre regras dos convênios são os problemas que mais costumam aparecer.
Sim. As clínicas têm o direito de recorrer das glosas, apresentando documentos, laudos e justificativas dentro do prazo estabelecido por cada operadora.
O impacto pode ser significativo. Além de atrasos no recebimento, perdas podem comprometer investimentos, folha salarial e estabilidade do negócio, principalmente quando não são monitoradas com cuidado.
Fundador e CEO da AJMED – Contabilidade Médica e euContador – Contabilidade Digital, tendo mais de 20 anos de experiência no mercado contábil. Possui mais de 3500 alunos, 250 CNPJs sob gestão e mais de 200 médicos em seu escritório. Possui a formação Academia de Contabilidade Médica, que forma centenas de alunos todos os anos.