
Todos os anos milhões de brasileiros precisam prestar contas à Receita Federal por meio da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
Para médicos e profissionais da saúde, essa obrigação costuma gerar ainda mais dúvidas, pois envolve pró-labore, distribuição de lucros, atendimentos particulares, convênios e, muitas vezes, múltiplas fontes de renda.
Em 2026 a declaração continua obrigatória, mas exige atenção redobrada. O aumento do cruzamento de dados eletrônicos e novas regras envolvendo rendimentos e lucros fizeram com que a Receita Federal identifique inconsistências com muito mais facilidade.
Neste guia completo preparado pela AJMED Contabilidade, você vai entender quem precisa declarar, quais rendimentos informar, como evitar problemas com o Fisco e quais cuidados o profissional da saúde deve ter para não cair na malha fina.
A declaração entregue em 2026 considera todos os fatos ocorridos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Devem ser informados:
Hoje a Receita Federal recebe dados diretamente de hospitais, clínicas, operadoras de cartão, bancos e planos de saúde. Portanto, mesmo valores pequenos precisam ser informados corretamente.
O erro mais comum entre médicos é acreditar que apenas o informe principal precisa ser declarado. Na prática, todas as fontes devem ser somadas.
Embora a Receita publique a instrução normativa oficial próximo ao prazo, os critérios costumam seguir a mesma estrutura, com atualização de valores.
Você provavelmente precisará declarar se estiver em qualquer uma das situações abaixo.
Rendimentos tributáveis acima do limite anual: Se durante 2025 você recebeu rendimentos tributáveis acima de aproximadamente R$ 33.888,00, a declaração é obrigatória.
Isso inclui:
Mesmo que tenha havido retenção na fonte, a declaração continua obrigatória.
Rendimentos isentos acima do limite: Muitos profissionais da saúde recebem distribuição de lucros da clínica. Esse valor é isento, mas pode gerar obrigatoriedade de declaração quando ultrapassa cerca de R$ 200 mil no ano.
Entram nessa categoria:
Ou seja, mesmo sem imposto, a Receita exige prestação de contas.
Patrimônio superior ao limite legal: Se em 31 de dezembro de 2025 você possuía patrimônio superior a aproximadamente R$ 800 mil, deve declarar.
Inclui:
Isso vale mesmo sem renda gerada.
Operações em investimentos: Quem realizou operações em bolsa de valores, fundos ou criptomoedas precisa declarar, ainda que tenha tido prejuízo ou isenção.
Ganho de capital: Venda de imóveis, veículos ou participação societária com lucro também obriga a declaração.
Rendimentos recebidos do exterior: Cada vez mais médicos atendem pacientes de fora do país ou trabalham remotamente para empresas estrangeiras. Esses valores devem ser declarados e normalmente recolhidos mensalmente pelo Carnê-Leão.
Esse é um dos pontos que mais geram confusão.
O médico pode receber renda de duas formas:
Cada uma possui tratamento diferente na declaração.
Rendimentos como pessoa física entram diretamente na ficha de rendimentos tributáveis.
Já os valores recebidos pela empresa não são declarados integralmente, informa-se apenas o valor recebido a título de pró-labore e a distribuição de lucros.
Declarar errado pode fazer a Receita entender que houve omissão de renda.
Sempre que o médico recebe diretamente de pessoa física ou do exterior, sem retenção automática, deve recolher imposto mensalmente pelo Carnê-Leão.
Se não houver recolhimento mensal, o imposto será cobrado com multa e juros na declaração anual.
A malha fina não acontece por acaso. Normalmente ocorre por divergência de informações.
Entre os erros mais comuns estão:
A Receita Federal cruza dados automaticamente. Se o hospital informou um valor diferente do declarado, a inconsistência aparece imediatamente.
Profissionais da saúde costumam aproveitar bastante a declaração completa por conta das deduções médicas.
Podem ser abatidos:
Não existe limite de valor, mas é obrigatório possuir comprovante válido. Pagamentos sem documentação não podem ser deduzidos.
A previsão é que o prazo de entrega fique entre março e maio de 2026. Quem atrasar paga multa automática:
Mesmo quem tem restituição pode receber multa se entregar fora do prazo.
Uma declaração tranquila começa meses antes do envio. Organize:
Quanto mais organizado durante o ano, menor o risco de erro. Além disso, com a entrega antecipada e a ausência de inconsistências, você pode receber a restituição mais rápido (caso possua direito).
O Imposto de Renda 2026 exige atenção especial dos profissionais da saúde. A variedade de fontes de renda, plantões, clínica própria, atendimentos particulares e distribuição de lucros, aumenta o risco de inconsistências quando não há organização.
Declarar corretamente não é apenas evitar multa. É proteger seu CPF, manter sua regularidade financeira e evitar problemas futuros com financiamentos, bancos e conselhos profissionais.
A AJMED Contabilidade é especializada em médicos e clínicas e acompanha toda a rotina fiscal durante o ano, não apenas no período da declaração. Assim, quando chega o momento de declarar, tudo já está preparado.
Se você quer declarar com segurança, evitar malha fina e pagar apenas o necessário, conte com acompanhamento profissional especializado.
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Fundador e CEO da AJMED – Contabilidade Médica e euContador – Contabilidade Digital, tendo mais de 20 anos de experiência no mercado contábil. Possui mais de 3500 alunos, 250 CNPJs sob gestão e mais de 200 médicos em seu escritório. Possui a formação Academia de Contabilidade Médica, que forma centenas de alunos todos os anos.