
A reforma tributária que começou a ser implementada no Brasil em 2026 é considerada a maior mudança na estrutura de impostos das últimas décadas.
E se você é dentista, seja autônomo, dono de consultório ou sócio de clínica odontológica, precisa entender como essas novas regras vão impactar a sua tributação, rotina fiscal e estratégias de planejamento.
Neste artigo completo, preparado pela AJMED Contabilidade, especialista em contabilidade para profissionais da saúde, vamos explicar de forma prática:
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A reforma tributária tem como objetivo simplificar a forma como impostos são cobrados sobre o consumo de bens e serviços. Atualmente, o Brasil possui um sistema complexo, com vários tributos diferentes, regras confusas e muitas exceções.
Com a nova legislação, o país passará a adotar o modelo do IVA dual, criando dois novos tributos que substituirão gradualmente outros impostos:
A lógica é adotar um sistema mais claro, com crédito tributário amplo e não cumulativo, semelhante ao praticado em países da Europa e América Latina.
Os dentistas são prestadores de serviço e, por isso, a reforma tributária tem impacto direto na forma como seus honorários serão tributados. A seguir, explicamos os principais pontos de atenção.
Hoje, quem presta serviços odontológicos paga o ISS (Imposto sobre Serviços), que é municipal e tem alíquotas entre 2% e 5%.
Com a reforma, esse imposto será substituído gradualmente pelo IBS, um imposto estadual e municipal unificado, com sistema de crédito e débito.
O IBS incide sobre toda a cadeia de valor. Na prática, isso significa que, se o dentista ou clínica adquirir serviços ou produtos com IBS embutido (como laboratório, radiologia, software odontológico, aluguel, etc.), poderá gerar créditos tributários para abater do imposto devido sobre a receita.
Exemplo prático:
Vamos supor que um consultório fature R$ 40 mil/mês com procedimentos e pague R$ 10 mil/mês em insumos e serviços com IBS incluso.
Se o IBS tiver uma alíquota de 25%, seriam R$ 2.500 de créditos por mês que poderiam ser usados para abater o valor a pagar sobre o faturamento.
Na prática, isso reduz a cumulatividade tributária e pode representar economia — desde que a contabilidade esteja organizada para aproveitar esses créditos corretamente.
Outra mudança é a substituição do PIS e Cofins, que incidem atualmente sobre as receitas e também compõem o cálculo de tributos que os dentistas pagam na pessoa jurídica.
Esses dois tributos serão unificados na CBS, com alíquota prevista de até 9,25%.
Para dentistas, isso altera os cálculos de impostos mensais, exigindo revisão das projeções e possível reavaliação do regime ideal de tributação.
O Simples Nacional não será extinto com a reforma. Mas a forma como os impostos são calculados será ajustada.
A CBS e o IBS poderão ser apurados de forma integrada à DAS (guia única), mas os detalhes ainda estão sendo regulamentados.
O governo promete uma transição suave, mantendo o Simples como regime simplificado para pequenas empresas e profissionais, como dentistas autônomos ou microempresários.
A boa notícia é que, para dentistas com faturamento dentro do limite do Simples (até R$ 4,8 milhões ao ano), esse regime ainda pode ser vantajoso, especialmente se o profissional conseguir se enquadrar no Anexo III (com alíquota a partir de 6%) por meio do Fator R.
Os regimes Lucro Presumido e Lucro Real continuam existindo, mas com novas regras de apuração tributária.
Com a entrada da CBS e do IBS, será possível fazer apuração não cumulativa, ou seja:
Isso exige uma contabilidade profissional, com escrituração fiscal detalhada, emissão correta de notas fiscais, controle de entrada e saída, e acompanhamento regular dos créditos tributários.
Dentistas que atuam como sócios de clínicas, sociedades empresárias ou grupos odontológicos devem investir em consultoria tributária especializada para garantir o aproveitamento adequado dos benefícios.
A reforma tributária cria oportunidades de economia, mas também exige atenção redobrada à gestão contábil.
Veja alguns cuidados que os dentistas devem tomar a partir de 2026:
A mudança de tributos não significa isenção. A carga tributária permanece, mas será reorganizada.
Por isso, é fundamental simular cenários e evitar surpresas negativas. Um erro comum é achar que, com a extinção do ISS, o serviço ficará livre de impostos, o que não é verdade.
Sem uma contabilidade bem feita, você não conseguirá aproveitar os créditos tributários e poderá pagar mais do que deveria.
Isso inclui:
Com as novas regras, pode ser mais vantajoso migrar de regime. Por exemplo:
A transição para o novo modelo começa em 2026, com aplicação total até 2033. Na prática, isso significa que há tempo para se preparar.
Quem fizer planejamento tributário agora, poderá economizar legalmente e adaptar seus processos com tranquilidade.
A reforma tributária para dentistas não é um problema, é uma oportunidade. Com a estratégia certa, você pode reduzir tributos, melhorar sua margem de lucro e tornar sua clínica ou consultório mais competitivo.
Mas isso exige planejamento, organização fiscal e o apoio de uma contabilidade que entenda da sua área.
A AJMED Contabilidade é especialista em contabilidade médica e da saúde, e está pronta para te ajudar a:
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Fundador e CEO da AJMED – Contabilidade Médica e euContador – Contabilidade Digital, tendo mais de 20 anos de experiência no mercado contábil. Possui mais de 3500 alunos, 250 CNPJs sob gestão e mais de 200 médicos em seu escritório. Possui a formação Academia de Contabilidade Médica, que forma centenas de alunos todos os anos.