

Em 2026, a realidade da maioria dos arquitetos que possuem CNPJ pode mudar radicalmente com a nova legislação tributária. Falo disso com certa frequência quando sou questionado sobre o que muda no dia a dia do arquiteto de pessoa jurídica.
A partir de 1º/01/2026, valores que você transferir do CNPJ para seu CPF e que ultrapassem R$ 50.000 ao ano vão gerar a obrigatoriedade de pagamento de um imposto extra. Confesso que esse detalhe já provocou dúvidas em alguns clientes que atendo na AJMED e, por isso, decidi reunir orientações práticas que simplificam essa questão.
Ao longo dos anos, vi muitos colegas arquitetos sofrendo com surpresas fiscais. Antes de entrar nas dicas, vale uma explicação objetiva: o governo está de olho nas movimentações financeiras entre o CNPJ e o CPF desses profissionais. Se a transferência total de valores do CNPJ para o CPF do arquiteto passar de R$ 50 mil no ano, automaticamente surgem tributos exigidos por lei. O que fazer para evitar prejuízos com isso?
O segredo é controle e estratégia.
Na prática, não transferir mais do que R$ 49.999,99 no ano entre o CNPJ e o CPF já elimina esse problema específico. Só que nem todo arquiteto consegue viver com esse teto, especialmente quem tem despesas pessoais elevadas ou planos de investimentos maiores.
Baseado na minha experiência pessoal e no acompanhamento de casos reais na AJMED, reuni as cinco principais dicas para arquitetos se protegerem da tributação exagerada com CNPJ.
Acompanhe de perto todas as transferências do seu CNPJ para seu CPF, mês a mês. Não espere o contador avisar só no fim do ano, porque o controle preventivo faz toda diferença. Marque em sua agenda para revisar os extratos bancários e manter o somatório anual sempre abaixo do limite da legislação.
Esse controle pode acontecer por meio de uma simples planilha ou aplicativos, mas, em muitos casos, contar com o auxílio especializado de uma contabilidade como a AJMED facilita todo o processo. Afinal, nossa equipe vive esse desafio diariamente junto aos profissionais da área da saúde, e o modelo também se aplica aos arquitetos autônomos e empresas menores.
Caso você tenha despesas ou volume de recebimentos altos, abrir uma holding patrimonial pode ser o próximo passo. Ao invés de transferir dinheiro direto do seu CNPJ para o CPF, transfira para a holding. A holding permite investir em imóveis e aplicações financeiras mantendo-se dentro da malha legal sem pagar impostos extras de transferência direta.
Senti na pele essa vantagem ao acompanhar a trajetória de alguns arquitetos que passaram a direcionar recursos para a holding e, com isso, conseguiram investir em imóveis e fundos sem bater de frente com a nova regra.

Outro ponto interessante: a holding patrimonial pode funcionar como “cofre” dos lucros de períodos bons, permitindo que, nos meses de baixa da atividade, você transfira valores menores para a conta pessoal. Quem já passou um mês com receita baixa, mesmo tendo sido excelente no semestre anterior, entende bem essa importância.
No meu ponto de vista, essa dinâmica dá ao arquiteto mais liberdade para investir e organizar seu próprio patrimônio. E permite planejamento a longo prazo, sem sustos.
Vale um alerta, com base no que presenciei com clientes: em vários casos, a tributação de investimentos via CNPJ realmente é mais alta que investir como pessoa física, mas, para quem usa a holding em operações imobiliárias, a vantagem aparece claramente. Depois de estudar números junto a diversos clientes, percebi que os impostos pagos em vendas ou locações de imóveis muitas vezes são menores do que numa operação direta de CPF.
A dica, portanto, é sempre avaliar, junto ao contador, quando compensa investir via CNPJ, CPF ou holding. O segredo está no perfil das operações: para aplicações financeiras puras, pode não valer tanto; mas para imóveis, quase sempre compensa.
Uma das funções mais eficazes da holding é o planejamento sucessório. Você pode dividir cotas entre esposa, filhos e outros familiares. Assim, o patrimônio já estará previamente distribuído, evitando conflitos sucessórios e fortalecendo a proteção familiar.
Vi muita família em situação delicada após a perda de um arquiteto que era pilar do negócio. Desde então, recomendo considerar a holding como ferramenta não só para pagar menos impostos, mas também para proteger o patrimônio familiar.
De forma geral, é preciso abrir uma nova empresa com uma estrutura societária clara, definir capital social, registrar contratos e operacionalizar tudo, sempre com apoio de um contador que entenda do assunto.
No dia a dia da AJMED, percebo que muitos clientes chegam receosos com o processo, mas acabam se surpreendendo com a praticidade do atendimento especializado. Por isso, aconselho não deixar para última hora o início desse planejamento.
Tem dúvidas mais profundas sobre o tema holding para arquitetos? Vale muito conferir também este artigo detalhado do nosso blog, que pode esclarecer ainda mais o tema: como organizar seu patrimônio via holding.
O planejamento tributário é a bússola do arquiteto que pensa em longevidade para seu negócio e patrimônio. Não significa apenas pagar menos impostos, mas criar uma estrutura segura contra imprevistos, perdas financeiras e mudanças bruscas de legislação.
Arquitetura não é só projetos, é também estratégia financeira.
Busque, sempre que puder, revisar seu planejamento tributário. Se quiser uma visão geral do que pode ser ajustado na parte de impostos e gestão contábil, recomendo a leitura do texto sobre organização contábil para profissionais liberais que escrevi anteriormente.

Talvez você queira saber ainda mais sobre temas próximos ao do artigo. Que tal dar uma olhada nesta pesquisa de conteúdos relacionados para arquitetos e áreas similares? No acervo de artigos do blog da AJMED há materiais práticos, objetivos e realmente úteis para quem deseja sair do modo automático e buscar mais segurança fiscal e contábil.
Para quem deseja conhecer mais sobre meu perfil e trajetória ajudando profissionais da saúde e áreas correlatas a lidarem com a contabilidade, meu perfil pessoal está disponível por aqui.
Em resumo, evitar tributação excessiva exige acompanhamento mensal das transferências, uso estratégico da holding patrimonial, atenção com investimentos e um olhar cuidadoso no planejamento tributário familiar. Um contador de confiança, especializado no segmento, faz total diferença no resultado do arquiteto e reduz surpresas negativas diante do fisco.
Se você precisa de orientação para implementar esse tipo de solução, sinta-se à vontade para conhecer a AJMED, pois estamos preparados para oferecer a tranquilidade que você merece no seu dia a dia contábil e fiscal.
Tributação excessiva, no contexto dos arquitetos com CNPJ, significa o pagamento de impostos além do que seria possível com um bom planejamento, especialmente após a regulamentação de transferências superiores a R$ 50.000 do CNPJ ao CPF a partir de 2026.
Para pagar menos impostos, o segredo está em limitar transferências para o CPF, considerar o uso de holding patrimonial para investimentos, deduzir despesas permitidas e escolher o melhor regime tributário, sempre com apoio de uma contabilidade especializada.
O melhor regime tributário depende do faturamento, tipo de atividade e despesas do arquiteto. Simples Nacional costuma ser escolhido por quem está começando, mas Lucro Presumido ou Lucro Real podem ser mais interessantes em casos específicos. Avaliar cada cenário é fundamental.
Na maioria dos casos, abrir um CNPJ oferece vantagens em contratos, emissão de notas fiscais, dedução de despesas e maior controle financeiro. Profissionais que faturam mais ou desejam investir em imóveis devem analisar especialmente a alternativa da holding patrimonial.
Entre as despesas dedutíveis em CNPJ para arquitetos estão aluguel de escritório, materiais de escritório, softwares, despesas com internet, telefone, energia, honorários de contabilidade e gastos com funcionários. Cada tipo de despesa precisa de comprovação fiscal adequada.
Fundador e CEO da AJMED – Contabilidade Médica e euContador – Contabilidade Digital, tendo mais de 20 anos de experiência no mercado contábil. Possui mais de 3500 alunos, 250 CNPJs sob gestão e mais de 200 médicos em seu escritório. Possui a formação Academia de Contabilidade Médica, que forma centenas de alunos todos os anos.